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sexta-feira, 18 de março de 2011

Fisioterapia Ortopédica

A Ortopedia, como muitas especialidades, desenvolveu-se por uma necessidade. Uma necessidade de corrigir deformidades, restabelecer função e aliviar a dor. Os cirurgiões ortopédicos desenvolveram a habilidade de prevenir perdas importantes de função e, por outro lado, realmente prevenir mortes inevitáveis. Eles buscam a perfeição da sua arte, assegurando ao paciente alcançar sua melhor condição no menor período de tempo pelo método mais seguro possível.


A fisioterapia ortopédica e traumatológica atua na prevenção e no tratamento de distúrbios do sistema musculoesquelético. A Fisioterapia ortopédica trata disfunções osteomioarticulares e tendíneas resultantes de traumas e suas conseqüências imediatas e tardias, lesões por esforços repetitivos e patologias ortopédicas. Nesta modalidade são utilizados recursos terapêuticos, como eletroterapia e crioterapia, recursos cinesioterápicos e terapia manual.


Dentre os recursos eletrotermofototerápicos utilizados temos: TENS (estimulação elétrica transcutânea), EENM (estimulação elétrica neuromuscular), laser, ondas curtas, ultra-som, iontoforese (corrente galvânica), outras correntes analgésicas, crioterapia e biofeedback e antigamente se utilizavam o infravermelho, o Ultra Violeta e o forno de bier, que atualmente já não são mais utilizados, tendo em vista pesquisas recentes mostrando outros recursos como melhores.


Na terapia manual são utilizadas técnicas de mobilização e manipulação articular de Maitland, Mulligan, Kaltenborn, Osteopatia com o intuito de diminuir algias, rigidez e reposicionamento do segmento. Para completa reabilitação são utilizados os exercícios cinesioterápicos com o intuito de melhor a amplitude de movimento, aumentar força muscular, treinar propriocepção e por fim retorno às atividades.


Na ortopedia, não se trata da mesma maneira um paciente sedentário e um atleta. A lesão no ombro de um sedentário exige cuidados diferentes do que o mesmo tipo de lesão no ombro de um atleta, especialmente se ele usar a articulação comprometida no dia-a-dia. Por isso, cada vez mais o fisioterapeuta precisa especializar-se para atender melhor as exigências dos pacientes e da própria profissão.


A prática da fisioterapia dentro do setor de ortopedia de um hospital é extremamente importante na reabilitação precoce dos pacientes que sofreram algum trauma de alta energia, para que o paciente retorne o mais rápido possível e o custo de internação seja reduzido.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Fisioterapia Oncológica


Há alguns anos, a grande preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, ou seja, a preocupação passou a ser também a qualidade de vida que o paciente vai ter durante e após o tratamento oncológico. A Fisioterapia Oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto no pré, no pós de uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionado ao sistema músculo-esquelético.


A Fisioterapia pode ser fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas, alterações circulatórias (flebites, linfangites, alterações linfáticas), alterações vasculares em membro superior após aplicação da quimioterapia.

Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados na Fisioterapia Oncológica, destacamos: a drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos conforme cada alteração muscular que se apresenta, exercícios respiratórios para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e retirada de secreções, treino de marcha, equilíbrio e para outras disfunções neurológicas, reeducação postural (método de cadeias musculares), orientações a familiares e cuidadores, readaptação domiciliar com o intuito de facilitar o deslocamento, readaptação ocupacional, caso haja necessidade.

O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia. Aqui nossa atenção está para o processo de sensibilidade do Sistema Imunológico. No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.

A Fisioterapia não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, visualizando o paciente como um todo, além da sua estima, de seu sentimento e sua qualidade de vida. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Fisioterapia Aquática - Hidroterapia



As atividades físicas realizadas debaixo da água costumam dar muito prazer aos praticantes. Quando utilizada em prol da saúde, a água vai além e promove benefícios como o alívio da dor e espasmos musculares, manutenção ou aumento de movimentos das articulações, fortalecimento muscular e treino de resistência, reeducação de músculos paralisados, aumento da circulação e diminuição de inchaços, melhora do equilíbrio, coordenação motora e postura, entre outros.

“Fisioterapia Aquática é hoje o termo mais conhecido para exercícios terapêuticos realizados em piscina aquecida e coberta, com orientação total e restrita ao profissional de fisioterapia”, comenta Carla Cristina M. Daneluzee, fisioterapeuta do Movere - primeiro centro multidisciplinar para tratamento da obesidade.

Ela explica que a reabilitação em piscina terapêutica associa as propriedades físicas da água, principalmente a pressão hidrostática, flutuação e viscosidade, aos efeitos do calor, proporcionando aos pacientes efeitos fisiológicos que surgem imediatamente após a imersão. A Fisioterapia Aquática promove vários efeitos e benefícios fisiológicos:

- A vasoconstrição periférica, que aumenta o retorno do sangue venoso; o aumento da pressão sobre os vasos linfáticos, que facilita a drenagem linfática ajudando no processo de resolução de edemas;

- O aumento do suporte sangüíneo muscular que, juntamente com o calor da água, promove relaxamento muscular; além da melhora da capacidade respiratória, renal e hormonal;

- A retirada da carga das articulações imersas progressivamente, permitindo a intervenção reabilitadora quando o movimento articular sujeito à carga condicionada pela gravidade for proibida.

“Os fisioterapeutas e especialistas em exercícios aquáticos têm usado a água para a reabilitação porque ela permite a realização precoce de exercícios. As indicações para realizarem a reabilitação aquática são inúmeras, desde pacientes ortopédicos em geral (com ou sem história de cirurgia); esportistas de todas as modalidades; pacientes com patologias neurológicas; pacientes reumatológicos; síndromes dolorosas e síndromes raras; idosos; crianças e gestantes"
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Fisioterapia Ginecológica

  

A Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia, apesar de pouco conhecida, é uma especialidade de grande importância no atendimento de gestantes, pacientes com incontinência urinária, pacientes mastectomizados (retirada da mama), entre outros.

     A gestação é um momento importante na vida da mulher, e nessa fase pode ser beneficiada com o atendimento pré e pós-parto, no sentido de tratar alguma alteração comum durante a gravidez ou prevenir qualquer disfunção inerente à sua condição. Após o parto, objetiva-se auxiliar a mãe através de normas higiênicas, deambulação, exercícios fisioterapêuticos, cuidados com as mamas, incentivo ao aleitamento materno, orientações posturais, funções intestinais e miccionais, vida sexual, retorno às atividades físicas e de vida diária.

     Outro grande problema de saúde tratado em ginecologia e obstetrícia é a incontinência urinária. O foco do tratamento fisioterapêutico é o reforço dos músculos que compõem o assoalho pélvico através de exercícios e eletroestimulação, e a reeducação miccional, O atendimento aos pacientes que passaram por cirurgias de próstata também é realizado. Nas cirurgias de próstata podem ocorrer, como conseqüência, incontinência urinária, que pode ser tratada pela Fisioterapia através de técnicas onde o paciente trabalha a musculatura do assoalho pélvico e através de recursos eletroterápicos, que visam reforçar os músculos do assoalho pélvico e capacitar esse paciente a reter a urina.

     Nos casos de tumor de mama, a cirurgia é algo comum. O cirurgião retira a mama ou parte dela e ainda os nódulos linfáticos, evitando que o tumor se espalhe para outras partes do corpo. Porém, ao retirar os nódulos linfáticos, a circulação linfática fica comprometida e, dessa forma, ocorrem alguns sintomas indesejáveis na paciente, como edema (inchaço) em membro superior, dor causada pelo edema, dificuldades de movimentar o membro e prejuízos na qualidade de vida. A proposta fisioterapêutica, nesses casos, é a de tratar o paciente através de técnicas de drenagem linfática, exercícios para devolver a mobilidade e reeducar a postura e orientações quanto a atividades de vida diária para as pacientes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Fisioterapia Dermatofuncional : o que é isso?



Olhando os pacotes de serviços de clínicas de estética você já deve ter se deparado com esse termo: fisioterapia dermato-funcional. E afinal, do que se trata?
O objetivo da técnica é agregar bem-estar físico e estético, com tratamentos feitos por profissionais gabaritados e especializados e, o principal, com base científica. Além de ser útil na reabilitação de gestantes e pacientes em fase pós-operatória, a fisioterapia dermato-funcional pode trazer benefícios estéticos para mulheres no geral, combinando drenagem linfática e outros métodos.
“A diferença é que cada paciente é estudado e o método é individualizado. Tudo fica bem mais específico e de acordo com o paciente”, explica Ludmila Guaratini, que trabalha na Vita, associação especializada em saúde.
Segundo a profissional, esse serviço “é bem mais aprofundado, que os oferecidos por aí”. “Existe um cuidado enorme com o paciente. Ele tem de responder a diversas questões sobre hábitos alimentares, vícios. Tudo para que o resultado seja satisfatório”, concluiu.
De acordo com Ludmila, esse tipo de fisioterapia existe há 15 anos e tem conquistado cada vez mais mulheres: “A preocupação com a estética vem crescendo a cada ano. Todos querem se livrar de manchas, estrias e gordura localizada. Porém, um fato importante: não existe método milagroso. Esses procedimentos devem ser agregados com uma boa alimentação e exercícios”.


terça-feira, 8 de março de 2011




A fisioterapia está cada vez mais atuante em unidades de terapia intensiva, sendo realizada por meio de diversificadas técnicas. Por ser uma terapia criteriosa, deve ser cuidadosamente aplicada, para que se obtenha um resultado satisfatório.

Na maioria dos hospitais dos países desenvolvidos, a fisioterapia é parte integral do manejo dos pacientes internados em UTI. Dentre as várias técnicas usadas pelos fisioterapeutas na UTI, as mais comuns são: drenagem postural, mobilização, vibração, percussão, hiperinsuflação manual, ASP e vários exercícios respiratórios, sendo rotineiramente utilizada a combinação dessas técnicas, buscando observar a condição fisiopatológica subjacente do paciente, com a intenção de impedir complicações pulmonares. A fisioterapia respiratória em UTI envolve um grande número de técnicas associadas às modalidades de Ventilação Mecânica. Em particular as manobras de higiene brônquica correspondem a um conjunto de técnicas para garantir a viabilidade das vias aéreas, promovendo condições para uma adequada ventilação e prevenção de infecções respiratórias.

As sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), quando aplicadas sem interrupções nas 24 horas do dia. A redução de complicações com a melhora do paciente deve-se ao tratamento noturno. O procedimento garante a limpeza contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida. A expansão dos serviços reduz o sofrimento do paciente, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis, diminui os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros.

A fisioterapia respiratória pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças respiratórias utilizando-se de diversas técnicas e procedimentos terapêuticos tanto em nível ambulatorial, hospitalar ou de terapia intensiva com o objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a ventilação, capacitando o indivíduo a realizar as mais diferentes atividades de vida diária sem promover grandes transtornos e repercussões negativas em seu organismo. A fisioterapia respiratória oferece aos pacientes auxílio preventivo e curativo em diversas doenças pulmonares não somente na remoção das secreções, mas também para a melhora do padrão muscular ventilatório do pacientes, ou seja melhora da mecânica respiratória. O especialista em fisioterapia respiratória tem sido cada vez mais solicitado e sua presença nas Unidades de Terapia Intensiva cada vez mais freqüente para indicar, escolher e aplicar condutas específicas da fisioterapia respiratória na resolução de casos complexos.

A neonatologia assim como a fisioterapia é uma especialidade de atuação recente que vem progredindo através do esforço de neonatologistas, pediatras, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos dentre outros profissionais que tem como proposta um atendimento diferenciado para a criança de alto risco. Devido à imaturidade dos sistemas, os recém-nascidos prematuros apresentam altos riscos de desenvolver complicações respiratórias e neuro motoras. Por esse motivo, atualmente nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais do Brasil, os serviços fisioterapeuticos são essenciais e imprescindíveis para que esses neonatos passem por um processo de recuperação mais rápido e eficaz. A indicação precisa e o tratamento precoce aliado ao critério e bom senso trazem respostas altamente positivas. As técnicas utilizadas nas patologias pulmonares consistem em manobras manuais que facilitam a remoção da secreção do pulmão do bebê e que ajudam na respiração. Juntamente com a equipe interdisciplinar, o fisioterapeuta participa do gerenciamento da ventilação mecânica. O profissional de fisioterapia ajuda a família nas orientações dos cuidados necessários ao recém-nascido diminuindo assim as reinternações hospitalares.

Não é necessário ressaltar que a fisioterapia tem conseguido, por méritos próprios, além dos avanços técnicos e científicos, a aceitação de diversos profissionais conscientes das necessidades dos seus pacientes.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Acupuntura


Acupuntura e moxabustão são técnicas milenares da medicina tradicional chinesa(MTC). Realizadas por profissionais especializados em acupuntura, entre eles o FISIOTERAPEUTA.


A técnica da acupuntura consiste em colocar agulhas da espessura de fios de cabelo em diferentes pontos de pressão (chamados de pontos de acupuntura), em todo o corpo. Acredita-se que o estímulo desses pontos promova as capacidades naturais regeneradoras do corpo e aprimore seu funcionamento.


A Acupuntura é aplicada para um reequilibrio energético e a sua eficácia já é comprovada como prevenção e tratamento de distúrbios orgânicos, dores em geral, eliminação do estresse, depressão, síndrome do pânico, etc.. A moxabustão consiste na aplicação de calor nos pontos energéticos. A acumputura também pode ser realizadas sem agulhas.
No entanto, quaisquer que sejam os mecanismos, a acupuntura parece funcionar. Estudos científicos oferecem evidências reais de que ela é capaz de aliviar a dor e tratar males que variam da osteoartrose e a crises de enxaqueca .